domingo, 12 de abril de 2015

O Catequista precisa ter a Espiritualidade do café


Queridos catequistas, lendo uma postagem na revista Ecoando, gostaria de compartilhar com vocês, o qual motivo dessa comparação...rsrs
O Café tem vários processos até chegar na sua mesa, assim nós, se não passarmos por um processo, nunca vamos deixar o nosso aroma por ondem passarmos.

Assim como o café que precisa ser jogado na peneira para tirar os ciscos e as folhas, assim também é o catequista, nós precisamos ser jogado na peneira, para que possamos passar por uma transformação, tirando todas as coisas ruins que temos na nossa vida.
Por isso catequistas precisamos ter essa ousadia, de passar por esse processo, e não ficarmos no chão jogados, mofando como os grãos de café, ou seja, um catequista parado que não quer saber de nada, que quer tudo na não, tudo pronto, não vai adiante, fica ali mofando.
A partir do momento que dizemos" sim" ao chamado de Deus, temos que permitir que Ele nos acolha do chão e nos coloque nessa peneira. A peneira é a oração, é Jesus que segura essa peneira, mas é nós que fazemos essa escolha de passar por esse processo.
Deixar-se peneirar por Deus é o que chamamos de Discernimento Espiritual, ou seja, escolher o que é bom e deixar de lado o que é ruim. Mas como sabemos o que é grão e o que é cisco?
Em primeiro lugar , só quem peneira direito é Deus, não damos conta de fazer isso sozinhos, assim é o café, ele precisa de alguém para fazer todos os processos, desde o plantio até a parte de peneirar.
Nós catequistas nunca estamos sozinhos, Deus sempre está conosco, devemos confiar no Espírito Santo e pedir para que ele nos ilumine, o que só acontece se você permitir.
Só Deus sabe o que é grão, e o que é sujeira: a meditação da Palavra, a conversa com Deus, a participação da Missa, são os meios para sentirmos a mão de Deus nos tocando e nos peneirando.
Uma vez dentro da peneira, deixamos-nos ser jogados totalmente para o alto. Deus vai nos abanando e mostrar o que é grão e o que cisco, o que é bom deve ficar, e o que é ruim deve sair.
E tem mais não acaba por aqui, o café limpo, para ficar pronto, precisa de calor, o calor do sol quando seca no terreiro, o calor do fogo, quando é torrado e preparado.

" A decisão espiritual não deve ser precipitada nem nunca se limita a um único momento, mas é um processo paciente. ( 1 Cor 4,5).

Deus vai nos revirando no calor do seu amor, em oração, para que nos tornemos cada vez mais conscientes e seguros. Se temos a clareza sobre a vontade de Deus para nós e sentimos que ele nos fortalece para agir, esse é o momento de se entregar.
O grão torrado deixa-se moer, o café moído chega a sua essência, triturado, o pó fino está pronto para oferecer o melhor de si. Quando entregamos a Deus e aos irmãos o nosso "mais", achamos o tesouro escondido no campo, a pérola preciosa, viramos sal da terra, luz do mundo, com bom odor de Cristo.
E ai eu te pergunto, vamos deixar passar por todo esse processo, e deixar Deus nos peneirar?


domingo, 29 de março de 2015

Dinâmica A face de Cristo


Para esta dinâmica você irá precisar:

  • Imagens diversas do rosto de Jesus, o suficiente para haver uma por grupo, trio ou dupla, que demonstrem várias situações, como alegria, dor, oração, acolhida e etc.
  • Imagens de pessoas sofredoras( doentes, dependentes de drogas, moradores de rua, migrantes, etc.) Essas imagens podem ser recortadas de revistas ou ainda localizadas na internet, impressas e recortadas.
  • Material para cartaz (papel e pincel)
  • Bíblia
  • Documento de Aparecida                                    
Objetivo da dinâmica:
Refletir sobre os aspectos da vida de Jesus que devemos assumir, como cristãos, na vida pessoal, comunitária e social. 

" Ser cristão(ã) é seguir a Jesus, configurar-se a ele. A face de Cristo se encontra também nos irmãos e irmãs que sofrem."
O Documento de Aparecida nos aponta o rosto do Cristo sofredor de hoje: os que vivem nas ruas, os migrantes, os enfermos, os dependentes de drogas, os detidos nas prisões, entre outros. (DA 407-430).

Realizando a dinâmica:
  1. Organizar os participantes em grupos, trios ou duplas, dependendo da quantidade de pessoas envolvidas.
  2. Para cada grupo, entregar uma imagem do rosto de Jesus e outra imagem dos sofredores.
  3. Indicar um trecho da Bíblia que ajude a conhecer melhor a face de Cristo, em sintonia com as imagens que o grupo recebeu, 
Mateus 4,23-25: Jesus acolhe a todos.
Mateus 9,10-13: Jesus coloca a misericórdia acima do sacrifício.
Mateus 9,35-38: Jesus tem compaixão dos que sofrem.
Mateus 14,22-23: Jesus é homem de missão e de doação.
João 11,32-36: Jesus se emociona e chora pelos amigos.
João 13,12-17: Jesus ensina a partir do que faz.

4. Orientar para que leiam o texto, rezem e reflitam sobre ele, buscando encontrar os "traços" do rosto de Jesus, utilizando, para isso também as imagens que receberam.

5. Após a reflexão, o grupo deve se perguntar: quais traços da face de Cristo também nós devemos ter? E onde estão os outros Cristos com os quais nos encontramos, principalmente nas ruas das cidades?

6. A reflexão deve transformar-se num cartaz, para compartilhar com os demais grupos.

7. Após um tempo necessário para leitura, reflexão e confecção do cartaz, os grupos são convidados a apresentar o que produziram.

8. Depois das apresentações, a dinâmica pode ser encerrada com um momento de oração.

a) Pode ser cantada uma cação como "Amar como Jesus amou" ou outra que reflita sobre o seguimento de Jesus.
b) Também pode se rezar o Salmo 67(68): "Que os povos celebrem, ó Deus."
c) Encerra-se com a bênção.

Fonte: Revista Ecoando

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Atividades da Campanha da Fraternidade 2015

Olá amados, tem muita gente procurando atividades sobre a Campanha da Fraternidade 2015.
Eu encontrei essa daqui no blog da Sueli, olha o endereço do blog dela aqui, faça uma visitinha ao blog dela, tem muita coisa legal por lá, e muito mais legal ainda pois é ela mesmo que cria todas as atividades.




UM GRANDE ABRAÇOS A TODOS,
A PAZ DE JESUS E O AMOR DE MARIA!!!

WÂNIA

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

O Catequista não pode ficar fechado dentro de si mesmo, deve ir ao encontro das pessoas!

“A vocação e o compromisso de ser discípulos e missionários de Jesus Cristo, requer clara e decidida opção pela formação dos membros de nossas comunidades.” D.A. 276

A catequese é um pilar para a educação da fé, e precisamos de bons catequistas! Obrigada por este serviço à Igreja e na Igreja. Mesmo se às vezes possa ser difícil, trabalha-se tanto, empenha-se e não se veem os resultados desejados, educar na fé é belo! Ajudar as crianças, os jovens, os adultos a conhecer e a amar sempre mais o Senhor é uma das aventuras educativas mais belas. “Ser” catequistas! Vejam bem, não disse “fazer” os catequistas, mas “sê-lo”, porque envolve a vida. Conduz-se ao encontro com Jesus com as palavras e com a vida, com o testemunho. E “ser” catequistas requer amor, amor sempre mais forte por Cristo, amor pelo seu povo santo. E este amor, necessariamente, parte de Cristo.
O que significa este partir de Cristo para um catequista?

Partir de Cristo significa imitá-Lo no sair de si e ir ao encontro do outro. Esta é uma experiência bela. Assim nós também permanecemos unidos a Cristo, Ele nos faz entrar neste dinamismo do amor. Onde há verdadeira vida em Cristo, há abertura ao outro, há saída de si para ir ao encontro do outro em nome de Cristo.

O coração do catequista vive sempre esse movimento de “sístole – diástole”: união com Jesus,encontro com o outro. Sístole – diástole. Se falta um destes dois movimentos não bate mais, não vive. Recebe como dom o Kerigma, e por sua vez o oferece como dom. É esta a natureza do próprio Kerigma: é um dom que gera missão, que impulsiona sempre para fora de si mesmo. São Paulo dizia: “O amor de Cristo nos impulsiona”, mas este “nos impulsiona”, pode se traduzir também em “nos possui”. É assim: o amor te atrai e te envia, te toma e te doa aos outros. Nesta tensão se move o coração do cristão, em particular o coração do catequista: união com Jesus e encontro com o outro. Se alimenta no relacionamento com Ele, mas para levá-Lo aos outros. Eu digo uma coisa para vocês: eu não entendo como um catequista pode permanecer parado, sem este movimento.

Se um catequista se deixa dominar pelo medo, é um covarde; se um catequista está tranquilo ele acaba sendo uma estátua de museu; se um catequista é rígido se torna encarquilhado e estéril. Pergunto a vocês: alguém quer ser um covarde, estátua de museu ou estéril?

Mas atenção! Jesus não diz: ide, e se virem. Não! Jesus disse: Ide, eu estou convosco! Essa é a nossa beleza e a nossa força. Se nós partimos, se saímos para levar o seu Evangelho com amor, com verdadeiro espírito apostólico, com parceria, Ele caminha conosco, nos precede, é o primeiro sempre. Vocês aprenderam o sentido dessa palavra. E isso é fundamental para nós: Deus sempre nos precede! Jesus nos espera no coração daquele irmão, em sua carne ferida, em sua vida oprimida, em sua alma sem fé. Jesus está ali, naquele irmão. Ele sempre nos precede.

Caros catequistas, digo a vocês obrigado por aquilo que fazem, mas, sobretudo, porque vocês estão na Igreja, no Povo de Deus em caminho. Permaneçamos com Cristo, procuremos ser sempre uma só coisa com Ele; O sigamos imitando-O em seu movimento de amor, no seu ir ao encontro do homem; e saiamos, abramos as portas, tenhamos a audácia de trilhar novas estradas para o anúncio do Evangelho!


Fonte: Catequese com o Papa Francisco